Os erros mancham a roupa, ainda assim esta pode tornar-se alva lavada no sangue do cordeiro, mas aquele que possui o sopro do Espírito permanece com a sua alma limpa e tranqüila ainda que tenha passado pelo vale da sombra da morte. É justamente esta a maior revolta do inimigo de Deus, não poder penetrar as almas escolhidas guardadas pelo anjo do Senhor.
Nessa.
Infinito Particular
"Eu não sou difícil de ler faça a sua parte, eu sou daqui eu não sou de Marte... Só não se perca ao entrar no meu Infinito Particular..." (Marisa Monte)
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terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Mensagem do dia - Canção Nova
Guerreiros de Deus
A verdade é que não podemos confiar em nós mesmos. A nossa natureza humana foi contaminada pelo pecado. Somos portadores de uma inclinação para o mal. Se não tomarmos cuidado, esta natureza velha toma conta de nós.
Antes de nossa conversão, o inimigo pouco se preocupava em nos tentar. Mas quanto mais tomamos consciência de que somos eleitos, quanto mais trilhamos os caminhos do Senhor e nos tornamos úteis no trabalho de Deus, mais somos provados pela tentação.
A tentação pela qual Jesus passou é a mesma pela qual passam todos os guerreiros de Deus.
Deus te abençoe
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
A verdade é que não podemos confiar em nós mesmos. A nossa natureza humana foi contaminada pelo pecado. Somos portadores de uma inclinação para o mal. Se não tomarmos cuidado, esta natureza velha toma conta de nós.
Antes de nossa conversão, o inimigo pouco se preocupava em nos tentar. Mas quanto mais tomamos consciência de que somos eleitos, quanto mais trilhamos os caminhos do Senhor e nos tornamos úteis no trabalho de Deus, mais somos provados pela tentação.
A tentação pela qual Jesus passou é a mesma pela qual passam todos os guerreiros de Deus.
Deus te abençoe
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Inspire-se nas grandes mulheres da Bíblia
Li esse post no site Ana Maria e achei muito bom para esses tempos em que perdemos os valores e a noção do nosso papel na sociedade e na construção da família.
"Entrando o anjo onde Maria estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Maria, não temas, porque achaste graça aos olhos de Deus" (Lucas 1:28-30)
Débora, à frente do próprio tempo
Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como "mãe de Israel e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).
- Principais virtudes
Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.
- Características
Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.
Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.
Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.
- Seja como Débora
Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.
Ester, a corajosa
Foi a rainha mais importante que Israel já teve. Judia e órfã, ela foi criada por um parente. Quando se casou com o rei Assuero, Ester fez de tudo pelo povo judeu. Tem um livro da Bíblia só dela.
- Principais virtudes
Ester descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo.
- Características
Sábia Diante de uma situação difícil ela não se desesperava: buscava soluções em Deus para tomar decisões.
Destemida Não ficou com medo de agir para salvar os judeus. Era ousada e inteligente, e tinha uma fé admirável.
Humilde Em vez de se mostrar a dona da razão, ela procurava respeitar a opinião dos outros.
- Seja como Ester
Não aja por impulso, procure sempre orar antes de tomar as suas decisões. Ester também era muito atenciosa.
Sara, a esposa perfeita
Esposa de Abraão, o primeiro dos patriarcas bíblicos. Deus prometeu a Abraão um filho que daria origem a todo o povo de Israel. Sara foi a mulher escolhida para dar à luz essa criança. Ela era chamada de mãe de multidões e vista como o modelo ideal de mulher casada.
- Principais virtudes
Sara era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaque, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão. Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé (Hebreus 11:11), pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi.
- Características
Dedicada O filho e o marido dela podiam sempre contar com ela. Ela estava ao lado deles em qualquer situação. Acompanhava Abraão em todas as viagens.
Fiel a Deus, Sara não desistia fácil das promessas de Deus e procurava fazer as vontades dele.
Alegre Ela recebia as pessoas em casa com felicidade e as servia com prazer.
- Seja como Sara
Não desista nunca dos seus sonhos. Seja confiante em Deus e nas promessas dEle. Coloque sua família em primeiro lugar, seja companheira e procure ter os mesmos objetivos que o seu marido.
Rute, a companheira fiel
Rute era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém. Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida. Jesus é um dos descendentes de Rute.
- Principais virtudes
A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus (Rute 1:16).
- Características
Amiga Tratava bem a todos e era muito carinhosa.
Responsável Trabalhava em campos de cevada e nunca reclamava do trabalho, fazendo o melhor.
Confiável Procurava ser honesta e íntegra nos afazeres diários. Tinha uma boa reputação e chamava a atenção dos chefes por isso.
- Seja como Rute
Ela era uma mulher muito doce e competente. Para agir como Rute, seja íntegra em tudo que fizer: trabalho, casamento e família.
Por: Daniella Gallotto
"Entrando o anjo onde Maria estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Maria, não temas, porque achaste graça aos olhos de Deus" (Lucas 1:28-30)
Débora, à frente do próprio tempo
Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como "mãe de Israel e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).
- Principais virtudes
Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.
- Características
Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.
Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.
Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.
- Seja como Débora
Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.
Ester, a corajosa
Foi a rainha mais importante que Israel já teve. Judia e órfã, ela foi criada por um parente. Quando se casou com o rei Assuero, Ester fez de tudo pelo povo judeu. Tem um livro da Bíblia só dela.
- Principais virtudes
Ester descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo.
- Características
Sábia Diante de uma situação difícil ela não se desesperava: buscava soluções em Deus para tomar decisões.
Destemida Não ficou com medo de agir para salvar os judeus. Era ousada e inteligente, e tinha uma fé admirável.
Humilde Em vez de se mostrar a dona da razão, ela procurava respeitar a opinião dos outros.
- Seja como Ester
Não aja por impulso, procure sempre orar antes de tomar as suas decisões. Ester também era muito atenciosa.
Sara, a esposa perfeita
Esposa de Abraão, o primeiro dos patriarcas bíblicos. Deus prometeu a Abraão um filho que daria origem a todo o povo de Israel. Sara foi a mulher escolhida para dar à luz essa criança. Ela era chamada de mãe de multidões e vista como o modelo ideal de mulher casada.
- Principais virtudes
Sara era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaque, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão. Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé (Hebreus 11:11), pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi.
- Características
Dedicada O filho e o marido dela podiam sempre contar com ela. Ela estava ao lado deles em qualquer situação. Acompanhava Abraão em todas as viagens.
Fiel a Deus, Sara não desistia fácil das promessas de Deus e procurava fazer as vontades dele.
Alegre Ela recebia as pessoas em casa com felicidade e as servia com prazer.
- Seja como Sara
Não desista nunca dos seus sonhos. Seja confiante em Deus e nas promessas dEle. Coloque sua família em primeiro lugar, seja companheira e procure ter os mesmos objetivos que o seu marido.
Rute, a companheira fiel
Rute era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém. Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida. Jesus é um dos descendentes de Rute.
- Principais virtudes
A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus (Rute 1:16).
- Características
Amiga Tratava bem a todos e era muito carinhosa.
Responsável Trabalhava em campos de cevada e nunca reclamava do trabalho, fazendo o melhor.
Confiável Procurava ser honesta e íntegra nos afazeres diários. Tinha uma boa reputação e chamava a atenção dos chefes por isso.
- Seja como Rute
Ela era uma mulher muito doce e competente. Para agir como Rute, seja íntegra em tudo que fizer: trabalho, casamento e família.
Por: Daniella Gallotto
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mensagem do dia - Canção Nova
A quem recorrer?
Deixemos que o Espírito Santo aja em nós e por intermédio de nós em todos os momentos e veremos todo o poder de Deus se manifestar nas situações mais desencontradas, as quais não temos como resolver, e nossa alegria será completa.
“Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome” (Sl 95).
Jesus, eu confio em Vós!
(Luzia Santiago)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Conversade botequim
Apresentamos, no último sábado, o espetáculo conversa de botequim no Cine Teatro GREN Praia Brava.
O musical retratou uma noite em um "barzinho" com muita MPB ao vivo, apresentação de dança entre outros personagens característicos como o bêbado e o malandro.
Bom de vêr e melhor ainda de fazer! Um prazer dividir o palco com pessoas de tanto talento e ótimo astral! Ficou o gostinho de quero mais...
O musical retratou uma noite em um "barzinho" com muita MPB ao vivo, apresentação de dança entre outros personagens característicos como o bêbado e o malandro.
Bom de vêr e melhor ainda de fazer! Um prazer dividir o palco com pessoas de tanto talento e ótimo astral! Ficou o gostinho de quero mais...
terça-feira, 15 de março de 2011
Sobre a dor
Algumas vezes a dor é tão grande que a única coisa a qual queremos é que ela cesse e para isso somos capazes de falar e fazer coisas que normalmente não faríamos... Como poucas coisas na vida a lembrança de uma grande dor é quase pior que a própria dor. É como se o tempo voltasse e doesse novamente, mas a dor nos educa exatamente por essa propriedade de “doer novamente”, faz com que não queiramos mais o que nos causa aquela dor e passemos longe do perigo... A dor nos lembra de quem devemos ser embora não tenhamos sido feitos para ela é um artifício para que sejamos melhores. É claro que não falo de maus tratos e torturas ou dores impostas por terceiros, mas aquela dor que de alguma forma buscamos por nossos próprios atos. Aquele sentimento que arranca nossa alma do estado de tranqüilidade por um tempo em resposta ao afastamento do que é o bem.
Ao mesmo tempo a dor nos faz superar nossos limites. Alguns exemplos: A dor da perda de alguém que amamos é algo que parece insuportável no primeiro momento, mas com o tempo ela vai passando e voltamos a nos sentir bem embora haja sempre uma cicatriz que se torna uma lembrança...
Quando pecamos outro tipo de dor se instala, aquele gosto amargo da derrota, de ter optado pelo mal, mas quando voltamos para o bem é como se um balsamo fosse posto em nosso coração e novamente uma cicatriz se instala, só que essa nos mostra o caminho a seguir não voltamos ao erro. Por isso devemos nos perdoar pelas nossas próprias faltas, mas não esquecê-las para que não voltemos ao pecado.
Quando somos injustiçados sentimos o gosto da ira, da revolta, e quando essa injustiça vem de alguém que nos é próximo maior é a dor e essa talvez seja a maior e mais difícil de abrandar... Ela se instala em nosso coração e ali permanece enraizada até que consigamos perdoar aquele que nos causou mal. É isso é bonito demais! Apenas quando conseguimos realmente dar o perdão é que a dor se vai.
Vivemos em uma sociedade que afasta a possibilidade de dor nos anestesiando em coisas fúteis e supérfluas. Causamos dor nos outros, mas não queremos que nos causem dor, preferimos deixar de lado o senso de justiça e moral a termos que aceitar conviver com a dor da injustiça que causamos e da imoralidade em que vivemos. Na modernidade não há lugar para a dor que educa, não há a privação e a renúncia para que aprendamos a ser sóbrios por isso não há espaço para o Cristo. Existiu dor maior do que a que Ele sentiu na cruz? E nem foi por Seus próprios erros, pois Ele não os tinha. Foi pelos nossos.
A cultura do consumismo mascara as frustrações e dores humanas na aquisição de bens materiais. Buscando o que é perene no que é efêmero, querendo cada vez mais ter para suprir a necessidade de ser aquilo que não se consegue por medo da dor que ninguém mais está acostumado a sentir, a sobrepujar.
Enfraquecem cada dia como homens e mulheres escondidos atrás de uma aparente força, mas que não passa de superficialidade e solidão. Dizem que não precisam mais do outro optando por amizades e relacionamentos virtuais, deixam de lado a famílias dizendo que o matrimônio está “falido” em prol de uma liberdade que leva apenas a consultórios de psicologia, farmácias. Gastando toda a felicidade e liberdade comprada com o suor de varias horas de trabalho em shoppings (atuais templos de consumo)... Mas não sentem dor! Não têm tempo para isso! Esses não amam! Compram o sentimento e carinho de alguém com o que materialmente temos para oferecer como se compra qualquer outra mercadoria, exigindo algo em troca!
A dor é para os que têm família e gastam seu tempo para cuidar de filhos. Os que se preocupam com o próximo, com aquele que tem fome e sede. A dor para esse grupo cada vez menor de pessoas que não têm medo de senti-la, os que dão a sua vida por alguém ou por uma causa. A dor para esses que amam, pois o amor é uma decisão, uma atitude que passa, necessariamente pela dor. Cuidemos para ser aquele que, como Cristo, sente dor e por isso ama e não o que “não sofre” vivendo na superficialidade anestésica do consumismo.
Ao mesmo tempo a dor nos faz superar nossos limites. Alguns exemplos: A dor da perda de alguém que amamos é algo que parece insuportável no primeiro momento, mas com o tempo ela vai passando e voltamos a nos sentir bem embora haja sempre uma cicatriz que se torna uma lembrança...
Quando pecamos outro tipo de dor se instala, aquele gosto amargo da derrota, de ter optado pelo mal, mas quando voltamos para o bem é como se um balsamo fosse posto em nosso coração e novamente uma cicatriz se instala, só que essa nos mostra o caminho a seguir não voltamos ao erro. Por isso devemos nos perdoar pelas nossas próprias faltas, mas não esquecê-las para que não voltemos ao pecado.
Quando somos injustiçados sentimos o gosto da ira, da revolta, e quando essa injustiça vem de alguém que nos é próximo maior é a dor e essa talvez seja a maior e mais difícil de abrandar... Ela se instala em nosso coração e ali permanece enraizada até que consigamos perdoar aquele que nos causou mal. É isso é bonito demais! Apenas quando conseguimos realmente dar o perdão é que a dor se vai.
Vivemos em uma sociedade que afasta a possibilidade de dor nos anestesiando em coisas fúteis e supérfluas. Causamos dor nos outros, mas não queremos que nos causem dor, preferimos deixar de lado o senso de justiça e moral a termos que aceitar conviver com a dor da injustiça que causamos e da imoralidade em que vivemos. Na modernidade não há lugar para a dor que educa, não há a privação e a renúncia para que aprendamos a ser sóbrios por isso não há espaço para o Cristo. Existiu dor maior do que a que Ele sentiu na cruz? E nem foi por Seus próprios erros, pois Ele não os tinha. Foi pelos nossos.
A cultura do consumismo mascara as frustrações e dores humanas na aquisição de bens materiais. Buscando o que é perene no que é efêmero, querendo cada vez mais ter para suprir a necessidade de ser aquilo que não se consegue por medo da dor que ninguém mais está acostumado a sentir, a sobrepujar.
Enfraquecem cada dia como homens e mulheres escondidos atrás de uma aparente força, mas que não passa de superficialidade e solidão. Dizem que não precisam mais do outro optando por amizades e relacionamentos virtuais, deixam de lado a famílias dizendo que o matrimônio está “falido” em prol de uma liberdade que leva apenas a consultórios de psicologia, farmácias. Gastando toda a felicidade e liberdade comprada com o suor de varias horas de trabalho em shoppings (atuais templos de consumo)... Mas não sentem dor! Não têm tempo para isso! Esses não amam! Compram o sentimento e carinho de alguém com o que materialmente temos para oferecer como se compra qualquer outra mercadoria, exigindo algo em troca!
A dor é para os que têm família e gastam seu tempo para cuidar de filhos. Os que se preocupam com o próximo, com aquele que tem fome e sede. A dor para esse grupo cada vez menor de pessoas que não têm medo de senti-la, os que dão a sua vida por alguém ou por uma causa. A dor para esses que amam, pois o amor é uma decisão, uma atitude que passa, necessariamente pela dor. Cuidemos para ser aquele que, como Cristo, sente dor e por isso ama e não o que “não sofre” vivendo na superficialidade anestésica do consumismo.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
O Bem Absoluto
Conhecer e viver a vontade de Deus para si
A criatura humana tem em si a capacidade de reconhecer o Bem Absoluto, que é Deus, como um bem, mas, muitas vezes, não reconhece os bens relativos ou terrenos nos seus aspectos positivos e negativos. Quando se torna escravo da liberdade anticristã, o homem se esquece de que estes bens são atraentes sob alguns aspectos, mas todos são insuficientes para saciar a necessidade que temos do Bem Infinito, que é Deus.
E, quando o homem não reconhece a transitoriedade dos bens terrenos, torna-se escravo do própria natureza, rebaixando-se a si mesmo, sem conseguir vislumbrar a quão alta vida Deus o chamou. Condicionado por fatores internos, como traumas, enfermidades, complexos, ou por fatores externos como a propaganda, por exemplo, ele pode, de certa forma, diminuir ou até extinguir sua própria liberdade de arbítrio, enquanto pensa que está caminhando para a liberdade, está em plena escravidão de si e das ideias deste mundo, rumo à autodestruição.
Infelizmente, muitos fazem depender sua escolha dos costumes, das circunstâncias que estão atravessando ou das opiniões das pessoas com quem convivem. Estes fatores, embora não tirem a liberdade de escolha do homem, restringem a capacidade de reconhecer o que é realmente bom. Outros se tornam escravos da própria razão, deixando de se abrir à novidade do CHAMADO PESSOAL de Deus para si. Há ainda os que fazem suas opções seguindo seus sentidos superficiais (estéticos, afetivos, ideológicos, etc.), esquecidos de que a felicidade do homem não está condicionada a estes valores efêmeros, como toda realidade visível, mas na realização do fim supremo para o qual veio ao mundo.
A criatura humana tem em si a capacidade de reconhecer o Bem Absoluto, que é Deus, como um bem, mas, muitas vezes, não reconhece os bens relativos ou terrenos nos seus aspectos positivos e negativos. Quando se torna escravo da liberdade anticristã, o homem se esquece de que estes bens são atraentes sob alguns aspectos, mas todos são insuficientes para saciar a necessidade que temos do Bem Infinito, que é Deus.
E, quando o homem não reconhece a transitoriedade dos bens terrenos, torna-se escravo do própria natureza, rebaixando-se a si mesmo, sem conseguir vislumbrar a quão alta vida Deus o chamou. Condicionado por fatores internos, como traumas, enfermidades, complexos, ou por fatores externos como a propaganda, por exemplo, ele pode, de certa forma, diminuir ou até extinguir sua própria liberdade de arbítrio, enquanto pensa que está caminhando para a liberdade, está em plena escravidão de si e das ideias deste mundo, rumo à autodestruição.
Infelizmente, muitos fazem depender sua escolha dos costumes, das circunstâncias que estão atravessando ou das opiniões das pessoas com quem convivem. Estes fatores, embora não tirem a liberdade de escolha do homem, restringem a capacidade de reconhecer o que é realmente bom. Outros se tornam escravos da própria razão, deixando de se abrir à novidade do CHAMADO PESSOAL de Deus para si. Há ainda os que fazem suas opções seguindo seus sentidos superficiais (estéticos, afetivos, ideológicos, etc.), esquecidos de que a felicidade do homem não está condicionada a estes valores efêmeros, como toda realidade visível, mas na realização do fim supremo para o qual veio ao mundo.
Se tivesse se deixado aprisionar por sua própria natureza, pelos costumes ou pela lógica, o Profeta Abraão jamais teria deixado sua terra, seu povo e encontrado a plenitude de sua vida. Assim também os outros Profetas, Juízes, Reis, Nossa Senhora, os Apóstolos, Paulo e todo o povo das Sagradas Escrituras resumiriam sua existência à do Jovem Rico da Bíblia, que não quis conhecer e viver a vontade de Deus para si.
O ser humano foi feito para ultrapassar a si mesmo, sua natureza, seus sentimentos, e sua razão em busca de Deus. Quem sufoca em si ou nos outros essa tendência, de alguma forma, mutila a natureza humana.
Comunidade Nova Vida
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Para refletir neste Natal...
A árvore de Natal na casa de Cristo (DOSTOIÉVSKI)
Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. "Faz muito frio aqui", refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava alí, e o menino já ganhava a rua.
Senhor! que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães,às centenas e aos milhares,uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer... ao passo que ali... Meu Deus! se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens... e o frio, ah! este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada;toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.
Eis uma rua ainda: como é larga! Esmaga-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe - nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar - de verdade - e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. "Aqui, pelo menos", refletiu ele, "não me acharão: está muito escuro."
Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! "mais um instante e irei ver outra vez os bonecos", pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: "Podia jurar que eram vivos!"... E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. "Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!"
- Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino - murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.
Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e... logo... Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos - mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.
- Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! - exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça... - Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? - pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.
- Isto... é a árvore de Natal de Cristo - respondem-lhe. - Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra...
E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães... E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali...
E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe... Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.
A todos um santo Natal!
A árvore de Natal na casa de Cristo (DOSTOIÉVSKI)
Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. "Faz muito frio aqui", refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava alí, e o menino já ganhava a rua.
Senhor! que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães,às centenas e aos milhares,uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer... ao passo que ali... Meu Deus! se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens... e o frio, ah! este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada;toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.
Eis uma rua ainda: como é larga! Esmaga-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe - nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar - de verdade - e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. "Aqui, pelo menos", refletiu ele, "não me acharão: está muito escuro."
Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! "mais um instante e irei ver outra vez os bonecos", pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: "Podia jurar que eram vivos!"... E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. "Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!"
- Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino - murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.
Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e... logo... Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos - mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.
- Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! - exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça... - Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? - pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.
- Isto... é a árvore de Natal de Cristo - respondem-lhe. - Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra...
E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães... E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali...
E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe... Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.
A todos um santo Natal!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Memórias (Pitty)
Eu fui matando os meus heróis aos pouco
Como se já não tivesse
Nenhuma lição pra aprender
Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Eu dou sempre o melhor de mim
E sei que só assim é que talvez
Se mova alguma coisa ao meu redor
Eu vou despedaçar você
Todas as vezes que eu lembrar
Por onde você já andou sem mim
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu nem quero saber
Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu nem quero saber
Nem quero saber
Como se já não tivesse
Nenhuma lição pra aprender
Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Eu dou sempre o melhor de mim
E sei que só assim é que talvez
Se mova alguma coisa ao meu redor
Eu vou despedaçar você
Todas as vezes que eu lembrar
Por onde você já andou sem mim
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu nem quero saber
Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu nem quero saber
Nem quero saber
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Amar é uma decisão
"Amar é uma decisão. não um sentimento. Amar é dedicação. amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandoe o seu jardim. ame, ou seja, aceite, valoize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: ame! A vida sem AMOR... não tem sentido.)
(Trecho do livro Ágape do Pe. Marcelo Rossi)
O poema da paz
O poema da paz - Madre Teresa de Calcutá
0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 mistério maior? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? 0 amor
0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 mistério maior? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? 0 amor
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A loucura que salva
- Você me acertou! Disse o homem que sofria com um coração muito ferido e fechado por grossas faixas que impediam que qualquer terapia funcionasse.
- Como fico agora? Estava certo de como deveria proceder... Do que deveria fazer... Agora isso! Continuou o homem a falar, um pouco desnorteado por tudo o que acontecera nesses últimos dias. Seus coração a partir do carinho e amor sem igual demonstrados começara a curar-se.
Desconfiada, toda a comunidade, que não conhecia o grau de enfermidade do homem, não acreditava naquela conduta que parecia afundar ainda mais o homem em seus males.
- O que é isso? (Falou um desconhecedor) Desta maneira? Que loucura? Isso só irá fazer esse coração se partir, putreficar e ir embora para sempre!
O anjo que propusera a cura, certo da resposta que a sua terapia iria repercutir no homem, fecha os ouvidos para todos que sabem em parte e somente enxerga a luz que sabe ainda pruduzir aquele coração ferido.
- Recebe isto como sinal do meu amor, do Amor do Pai e da minha felicidade. Disse o anjo sorrindo e acariciando o peito sofrido do homem.
- Obrigado! A dor passou! O dia começa a despontar... É preciso... É preciso... Retrucou o homem com um sorriso no canto da boca.
- Meu amor por ti é INCONDICIONAL, pois não foi criado por mim, mas sim por aquele que tudo cria... Disse o anjo ternamente.
- Meu coração bate! Fui acertado por sua flecha! Não pensava em sentir isso... Obrigado meu lindo anjo, por fazer das cinzas de meu coração uma nova fênix que renasce para a aurora do que deve ser feito. Suspirou o homem.
O anjo apenas orou pelo homem e sorriu.
Por Léo Fernandes.
- Como fico agora? Estava certo de como deveria proceder... Do que deveria fazer... Agora isso! Continuou o homem a falar, um pouco desnorteado por tudo o que acontecera nesses últimos dias. Seus coração a partir do carinho e amor sem igual demonstrados começara a curar-se.
Desconfiada, toda a comunidade, que não conhecia o grau de enfermidade do homem, não acreditava naquela conduta que parecia afundar ainda mais o homem em seus males.
- O que é isso? (Falou um desconhecedor) Desta maneira? Que loucura? Isso só irá fazer esse coração se partir, putreficar e ir embora para sempre!
O anjo que propusera a cura, certo da resposta que a sua terapia iria repercutir no homem, fecha os ouvidos para todos que sabem em parte e somente enxerga a luz que sabe ainda pruduzir aquele coração ferido.
- Recebe isto como sinal do meu amor, do Amor do Pai e da minha felicidade. Disse o anjo sorrindo e acariciando o peito sofrido do homem.
- Obrigado! A dor passou! O dia começa a despontar... É preciso... É preciso... Retrucou o homem com um sorriso no canto da boca.
- Meu amor por ti é INCONDICIONAL, pois não foi criado por mim, mas sim por aquele que tudo cria... Disse o anjo ternamente.
- Meu coração bate! Fui acertado por sua flecha! Não pensava em sentir isso... Obrigado meu lindo anjo, por fazer das cinzas de meu coração uma nova fênix que renasce para a aurora do que deve ser feito. Suspirou o homem.
O anjo apenas orou pelo homem e sorriu.
Por Léo Fernandes.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O campo de Trigo
O dia amanheceu claro e límpido, ainda era possível ver resquícios da noite que terminara nas últimas estrelas que se despediam da lua que insistia em cumprimentar o Sol antes de partir. O que àquela época do ano era normal não parecia normal. O Sol parece mais brilhante, o céu mais azul... O dia perfeito! Se acreditasse em destino, diria que este dia mudaria o curso de sua vida, podia pressenti-lo no ar, no balanço dos ramos dos trigais que cobriam toda uma extensão de terra até onde a vista alcançava.
Antes de começar a travessia tinha que se encher de coragem e de certeza do que estava prestes a fazer, pois em seu intimo sabia que este poderia ser um caminho sem volta. Porém, nada havia que pudesse ser um sinal, estava só e teria que tomar, sozinho, a decisão de seguir ou não o caminho a sua frente.
Pensou na sua vida e em tudo o que construíra, e quanto mais refletia, mais percebia que tudo o que havia vivido nada mais era que um amontoado de coisas sem sentido, sem razão... Percebeu que durante toda a sua existência a única coisa que realmente havia ocupado sua razão e sentimentos era o que agora estava prestes a realizar. Por que durante todo o tempo apenas isso fazia sentido? Porque aquele campo de trigo tanto o fascinava? Porque sentira sempre essa vontade irresistível de saber o que havia do outro lado?
Nunca revelara a outros seu desejo, pois o teriam como tolo, já que todos se comportavam como se os trigais não existissem, ninguém o semeava, ninguém o colhia, apenas estava ali impassível e fascinante... Muitas vezes se sentia como os grãos de trigo não colhidos, inexistente para o mundo que o rodeava.
(continua...)
Antes de começar a travessia tinha que se encher de coragem e de certeza do que estava prestes a fazer, pois em seu intimo sabia que este poderia ser um caminho sem volta. Porém, nada havia que pudesse ser um sinal, estava só e teria que tomar, sozinho, a decisão de seguir ou não o caminho a sua frente.
Pensou na sua vida e em tudo o que construíra, e quanto mais refletia, mais percebia que tudo o que havia vivido nada mais era que um amontoado de coisas sem sentido, sem razão... Percebeu que durante toda a sua existência a única coisa que realmente havia ocupado sua razão e sentimentos era o que agora estava prestes a realizar. Por que durante todo o tempo apenas isso fazia sentido? Porque aquele campo de trigo tanto o fascinava? Porque sentira sempre essa vontade irresistível de saber o que havia do outro lado?
Nunca revelara a outros seu desejo, pois o teriam como tolo, já que todos se comportavam como se os trigais não existissem, ninguém o semeava, ninguém o colhia, apenas estava ali impassível e fascinante... Muitas vezes se sentia como os grãos de trigo não colhidos, inexistente para o mundo que o rodeava.
(continua...)
Da ordem ao caos
No início havia ordem, paz, simples e quase palpável. Tudo fluía num ritmo próprio... Como as marés que vem e vão renovando as águas tranqüilas de um mar calmo e límpido.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...
No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.
Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...
Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.
De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...
No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.
Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...
Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.
De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Kairos Bethania
Este final de semana tive umaexperiênia maravilhosa com minha família. Fomos à Canção Nova, meio que por acaso... Resolvemos de última hora... Chegando lá estava tendo o Kairos da Comunidade Bethania em comemoração aos seus 15 anos de existência.
Tivemos a oportunidade de conhecer mais a comunidade que foi fundada pelo saudoso e querido Pe. Léo, seu carisma de acolhimeto e uma espiritualidade bastante profunda e madura. Enfim um fim de semana de bençãos e paz!
Tivemos a oportunidade de conhecer mais a comunidade que foi fundada pelo saudoso e querido Pe. Léo, seu carisma de acolhimeto e uma espiritualidade bastante profunda e madura. Enfim um fim de semana de bençãos e paz!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Mensagem e Maria
Dia desses fui ao mercado fazer umas comprinhas para reabastecer a dispensa, e meu filho Bruno pediu para ir comigo (eles adoram nos acompanhar para todo lado), como sempre falante e observador, ao passarmos por uma das prateleiras do mercado ele observou que haviam diversas velas com nomes de santos, então virou-se para mim e disse:
- Mãe, Maria gosta disso...
- Tá bem meu filho.
Respondi, mas sem dar muita importância. No entanto ao chegar em casa esse fato não saia da minha cabeça.
Então quando fui colocá-los para dormir, antes da oração (eles sempre rezam em frente ao crucifixo posto na parede do quarto) peguei uma vela comum, dessas que a gente acende quando acaba a luz, e acendi no quarto deles achando que estava atendendo a um pedido do meu filho e fui me deitar.
No dia seguinte, ao levantar-me e fui ao quarto das crianças para ver se já estavam acordados, quando abri a porta minha filha me olhou com um sorriso e disse:
- Mamãe! Sonhei com Maria e ela me deu colinho!!!
Nesse instante tive certeza de que tinha feito a vontade da Mãe de Jesus e Nossa Mãe.
Precisamos de santos
Essa música foi criada a partir da carta do Papa João Paulo II aos jovens, onde ele dizia que o mundo precisa de santos decalças jeans.
Realmente o mundo em que vivemos precisa de muitra santidade, a a juventude tem a força pra faze a mudança de que o mundo precisa.
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