O dia amanheceu claro e límpido, ainda era possível ver resquícios da noite que terminara nas últimas estrelas que se despediam da lua que insistia em cumprimentar o Sol antes de partir. O que àquela época do ano era normal não parecia normal. O Sol parece mais brilhante, o céu mais azul... O dia perfeito! Se acreditasse em destino, diria que este dia mudaria o curso de sua vida, podia pressenti-lo no ar, no balanço dos ramos dos trigais que cobriam toda uma extensão de terra até onde a vista alcançava.
Antes de começar a travessia tinha que se encher de coragem e de certeza do que estava prestes a fazer, pois em seu intimo sabia que este poderia ser um caminho sem volta. Porém, nada havia que pudesse ser um sinal, estava só e teria que tomar, sozinho, a decisão de seguir ou não o caminho a sua frente.
Pensou na sua vida e em tudo o que construíra, e quanto mais refletia, mais percebia que tudo o que havia vivido nada mais era que um amontoado de coisas sem sentido, sem razão... Percebeu que durante toda a sua existência a única coisa que realmente havia ocupado sua razão e sentimentos era o que agora estava prestes a realizar. Por que durante todo o tempo apenas isso fazia sentido? Porque aquele campo de trigo tanto o fascinava? Porque sentira sempre essa vontade irresistível de saber o que havia do outro lado?
Nunca revelara a outros seu desejo, pois o teriam como tolo, já que todos se comportavam como se os trigais não existissem, ninguém o semeava, ninguém o colhia, apenas estava ali impassível e fascinante... Muitas vezes se sentia como os grãos de trigo não colhidos, inexistente para o mundo que o rodeava.
(continua...)
Infinito Particular
"Eu não sou difícil de ler faça a sua parte, eu sou daqui eu não sou de Marte... Só não se perca ao entrar no meu Infinito Particular..." (Marisa Monte)
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Da ordem ao caos
No início havia ordem, paz, simples e quase palpável. Tudo fluía num ritmo próprio... Como as marés que vem e vão renovando as águas tranqüilas de um mar calmo e límpido.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...
No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.
Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...
Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.
De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...
No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.
Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...
Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.
De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Kairos Bethania
Este final de semana tive umaexperiênia maravilhosa com minha família. Fomos à Canção Nova, meio que por acaso... Resolvemos de última hora... Chegando lá estava tendo o Kairos da Comunidade Bethania em comemoração aos seus 15 anos de existência.
Tivemos a oportunidade de conhecer mais a comunidade que foi fundada pelo saudoso e querido Pe. Léo, seu carisma de acolhimeto e uma espiritualidade bastante profunda e madura. Enfim um fim de semana de bençãos e paz!
Tivemos a oportunidade de conhecer mais a comunidade que foi fundada pelo saudoso e querido Pe. Léo, seu carisma de acolhimeto e uma espiritualidade bastante profunda e madura. Enfim um fim de semana de bençãos e paz!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Mensagem e Maria
Dia desses fui ao mercado fazer umas comprinhas para reabastecer a dispensa, e meu filho Bruno pediu para ir comigo (eles adoram nos acompanhar para todo lado), como sempre falante e observador, ao passarmos por uma das prateleiras do mercado ele observou que haviam diversas velas com nomes de santos, então virou-se para mim e disse:
- Mãe, Maria gosta disso...
- Tá bem meu filho.
Respondi, mas sem dar muita importância. No entanto ao chegar em casa esse fato não saia da minha cabeça.
Então quando fui colocá-los para dormir, antes da oração (eles sempre rezam em frente ao crucifixo posto na parede do quarto) peguei uma vela comum, dessas que a gente acende quando acaba a luz, e acendi no quarto deles achando que estava atendendo a um pedido do meu filho e fui me deitar.
No dia seguinte, ao levantar-me e fui ao quarto das crianças para ver se já estavam acordados, quando abri a porta minha filha me olhou com um sorriso e disse:
- Mamãe! Sonhei com Maria e ela me deu colinho!!!
Nesse instante tive certeza de que tinha feito a vontade da Mãe de Jesus e Nossa Mãe.
Precisamos de santos
Essa música foi criada a partir da carta do Papa João Paulo II aos jovens, onde ele dizia que o mundo precisa de santos decalças jeans.
Realmente o mundo em que vivemos precisa de muitra santidade, a a juventude tem a força pra faze a mudança de que o mundo precisa.
A herança nossa de cada dia...
Os ensinamentos Bíblicos dizem que o paraíso é dom gratuito de Deus a todos os homens, um verdadeiro tesouro! Imaginemos que recebemos uma herança ao nascer de alguém bastante próximo, mas que não vemos e ao longo da vida conhecemos tudo da vida desse alguém (ou não). O importante é que aquele que nos deixou a herança o tempo todo se quer mostrar, basta que procuremos. Então o que fazer com todo esse tesouro????
Pensamos em gastar tudo, porém o mais prudente seria usá-lo investindo de tal modo que se multiplicasse... Mas os anos vão passando e enquanto envelhecemos e em cada fase de nossas vidas vemos esse tesouro de maneira diferente: De maneira que esse pode chegar a extinguir-se se os vícios superam os valores, pois estes andam de mãos dadas como o joio e o trigo e muitas vezes se confundem se não estamos atentos e nos deixamos levar por sua semelhança... No entanto a herança tem a peculiaridade de nos aguçar a vontade de conhecer o nosso benfeitor e é apenas quando o conhecemos profundamente que conseguimos alcançar discernimento entre valores e virtudes autênticos.
Eis que um dia inesperadamente nos chega à notícia de que o verdadeiro dono da herança nos quer em sua presença e quer saber o que fizemos com o tesouro que nos confiou... E então qual será nossa posição diante do Senhor do Tesouro? O que teremos para mostrar para ele? Seremos dignos de partilhar desse tesouro em sua presença ou entregaremos umas poucas migalhas, e viraremos as costas enquanto o portão do palácio se fecha as nossas costas...
Pensamos em gastar tudo, porém o mais prudente seria usá-lo investindo de tal modo que se multiplicasse... Mas os anos vão passando e enquanto envelhecemos e em cada fase de nossas vidas vemos esse tesouro de maneira diferente: De maneira que esse pode chegar a extinguir-se se os vícios superam os valores, pois estes andam de mãos dadas como o joio e o trigo e muitas vezes se confundem se não estamos atentos e nos deixamos levar por sua semelhança... No entanto a herança tem a peculiaridade de nos aguçar a vontade de conhecer o nosso benfeitor e é apenas quando o conhecemos profundamente que conseguimos alcançar discernimento entre valores e virtudes autênticos.
Eis que um dia inesperadamente nos chega à notícia de que o verdadeiro dono da herança nos quer em sua presença e quer saber o que fizemos com o tesouro que nos confiou... E então qual será nossa posição diante do Senhor do Tesouro? O que teremos para mostrar para ele? Seremos dignos de partilhar desse tesouro em sua presença ou entregaremos umas poucas migalhas, e viraremos as costas enquanto o portão do palácio se fecha as nossas costas...
Pensamento do dia
“Aconteça o que acontecer o mundo não pára para que a gente desça e nem o tempo dá um tempo para que a gente tenha tempo de se recompor...”
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