Infinito Particular

"Eu não sou difícil de ler faça a sua parte, eu sou daqui eu não sou de Marte... Só não se perca ao entrar no meu Infinito Particular..." (Marisa Monte)

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Que eu esteja numa boa

O poema da paz

O poema da paz - Madre Teresa de Calcutá


0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 mistério maior? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? 0 amor

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A loucura que salva

- Você me acertou! Disse o homem que sofria com um coração muito ferido e fechado por grossas faixas que impediam que qualquer terapia funcionasse.

- Como fico agora? Estava certo de como deveria proceder... Do que deveria fazer... Agora isso! Continuou o homem a falar, um pouco desnorteado por tudo o que acontecera nesses últimos dias. Seus coração a partir do carinho e amor sem igual demonstrados começara a curar-se.

Desconfiada, toda a comunidade, que não conhecia o grau de enfermidade do homem, não acreditava naquela conduta que parecia afundar ainda mais o homem em seus males.

- O que é isso? (Falou um desconhecedor) Desta maneira? Que loucura? Isso só irá fazer esse coração se partir, putreficar e ir embora para sempre!

O anjo que propusera a cura, certo da resposta que a sua terapia iria repercutir no homem, fecha os ouvidos para todos que sabem em parte e somente enxerga a luz que sabe ainda pruduzir aquele coração ferido.

- Recebe isto como sinal do meu amor, do Amor do Pai e da minha felicidade. Disse o anjo sorrindo e acariciando o peito sofrido do homem.

- Obrigado! A dor passou! O dia começa a despontar... É preciso... É preciso... Retrucou o homem com um sorriso no canto da boca.

- Meu amor por ti é INCONDICIONAL, pois não foi criado por mim, mas sim por aquele que tudo cria... Disse o anjo ternamente.

- Meu coração bate! Fui acertado por sua flecha! Não pensava em sentir isso... Obrigado meu lindo anjo, por fazer das cinzas de meu coração uma nova fênix que renasce para a aurora do que deve ser feito. Suspirou o homem.

O anjo apenas orou pelo homem e sorriu.

Por Léo Fernandes.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O campo de Trigo

O dia amanheceu claro e límpido, ainda era possível ver resquícios da noite que terminara nas últimas estrelas que se despediam da lua que insistia em cumprimentar o Sol antes de partir. O que àquela época do ano era normal não parecia normal. O Sol parece mais brilhante, o céu mais azul... O dia perfeito! Se acreditasse em destino, diria que este dia mudaria o curso de sua vida, podia pressenti-lo no ar, no balanço dos ramos dos trigais que cobriam toda uma extensão de terra até onde a vista alcançava.

Antes de começar a travessia tinha que se encher de coragem e de certeza do que estava prestes a fazer, pois em seu intimo sabia que este poderia ser um caminho sem volta. Porém, nada havia que pudesse ser um sinal, estava só e teria que tomar, sozinho, a decisão de seguir ou não o caminho a sua frente.

Pensou na sua vida e em tudo o que construíra, e quanto mais refletia, mais percebia que tudo o que havia vivido nada mais era que um amontoado de coisas sem sentido, sem razão... Percebeu que durante toda a sua existência a única coisa que realmente havia ocupado sua razão e sentimentos era o que agora estava prestes a realizar. Por que durante todo o tempo apenas isso fazia sentido? Porque aquele campo de trigo tanto o fascinava? Porque sentira sempre essa vontade irresistível de saber o que havia do outro lado?

Nunca revelara a outros seu desejo, pois o teriam como tolo, já que todos se comportavam como se os trigais não existissem, ninguém o semeava, ninguém o colhia, apenas estava ali impassível e fascinante... Muitas vezes se sentia como os grãos de trigo não colhidos, inexistente para o mundo que o rodeava.
(continua...)

Da ordem ao caos

No início havia ordem, paz, simples e quase palpável. Tudo fluía num ritmo próprio... Como as marés que vem e vão renovando as águas tranqüilas de um mar calmo e límpido.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...

No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.

Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...

Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.

De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Kairos Bethania

Este final de semana tive umaexperiênia maravilhosa com minha família. Fomos à Canção Nova, meio que por acaso... Resolvemos de última hora... Chegando lá estava tendo o Kairos da Comunidade Bethania em comemoração aos seus 15 anos de existência.
Tivemos a oportunidade de conhecer mais a comunidade que foi fundada pelo saudoso e querido Pe. Léo, seu carisma de acolhimeto e uma espiritualidade bastante profunda e madura. Enfim um fim de semana de bençãos e paz!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mensagem e Maria

Tenho três filhos: Bruno, Bruna (que são gêmeos) e Romário. Eles são a maior graça que Deus me concebeu. Todos têm um carinho muito especial por Maria Santíssima.

Dia desses fui ao mercado fazer umas comprinhas para reabastecer a dispensa, e meu filho Bruno pediu para ir comigo (eles adoram nos acompanhar para todo lado), como sempre falante e observador, ao passarmos por uma das prateleiras do mercado ele observou que haviam diversas velas com nomes de santos, então virou-se para mim e disse:

- Mãe, Maria gosta disso...

- Tá bem meu filho.

Respondi, mas sem dar muita importância. No entanto ao chegar em casa esse fato não saia da minha cabeça.

Então quando fui colocá-los para dormir, antes da oração (eles sempre rezam em frente ao crucifixo posto na parede do quarto) peguei uma vela comum, dessas que a gente acende quando acaba a luz, e acendi no quarto deles achando que estava atendendo a um pedido do meu filho e fui me deitar.

No dia seguinte, ao levantar-me e fui ao quarto das crianças para ver se já estavam acordados, quando abri a porta minha filha me olhou com um sorriso e disse:

- Mamãe! Sonhei com Maria e ela me deu colinho!!!

Nesse instante tive certeza de que tinha feito a vontade da Mãe de Jesus e Nossa Mãe.