Eu fui matando os meus heróis aos pouco
Como se já não tivesse
Nenhuma lição pra aprender
Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Eu dou sempre o melhor de mim
E sei que só assim é que talvez
Se mova alguma coisa ao meu redor
Eu vou despedaçar você
Todas as vezes que eu lembrar
Por onde você já andou sem mim
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu nem quero saber
Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Memórias, não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu nem quero saber
Nem quero saber
Infinito Particular
"Eu não sou difícil de ler faça a sua parte, eu sou daqui eu não sou de Marte... Só não se perca ao entrar no meu Infinito Particular..." (Marisa Monte)
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Amar é uma decisão
"Amar é uma decisão. não um sentimento. Amar é dedicação. amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandoe o seu jardim. ame, ou seja, aceite, valoize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: ame! A vida sem AMOR... não tem sentido.)
(Trecho do livro Ágape do Pe. Marcelo Rossi)
O poema da paz
O poema da paz - Madre Teresa de Calcutá
0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 mistério maior? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? 0 amor
0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 mistério maior? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? 0 amor
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A loucura que salva
- Você me acertou! Disse o homem que sofria com um coração muito ferido e fechado por grossas faixas que impediam que qualquer terapia funcionasse.
- Como fico agora? Estava certo de como deveria proceder... Do que deveria fazer... Agora isso! Continuou o homem a falar, um pouco desnorteado por tudo o que acontecera nesses últimos dias. Seus coração a partir do carinho e amor sem igual demonstrados começara a curar-se.
Desconfiada, toda a comunidade, que não conhecia o grau de enfermidade do homem, não acreditava naquela conduta que parecia afundar ainda mais o homem em seus males.
- O que é isso? (Falou um desconhecedor) Desta maneira? Que loucura? Isso só irá fazer esse coração se partir, putreficar e ir embora para sempre!
O anjo que propusera a cura, certo da resposta que a sua terapia iria repercutir no homem, fecha os ouvidos para todos que sabem em parte e somente enxerga a luz que sabe ainda pruduzir aquele coração ferido.
- Recebe isto como sinal do meu amor, do Amor do Pai e da minha felicidade. Disse o anjo sorrindo e acariciando o peito sofrido do homem.
- Obrigado! A dor passou! O dia começa a despontar... É preciso... É preciso... Retrucou o homem com um sorriso no canto da boca.
- Meu amor por ti é INCONDICIONAL, pois não foi criado por mim, mas sim por aquele que tudo cria... Disse o anjo ternamente.
- Meu coração bate! Fui acertado por sua flecha! Não pensava em sentir isso... Obrigado meu lindo anjo, por fazer das cinzas de meu coração uma nova fênix que renasce para a aurora do que deve ser feito. Suspirou o homem.
O anjo apenas orou pelo homem e sorriu.
Por Léo Fernandes.
- Como fico agora? Estava certo de como deveria proceder... Do que deveria fazer... Agora isso! Continuou o homem a falar, um pouco desnorteado por tudo o que acontecera nesses últimos dias. Seus coração a partir do carinho e amor sem igual demonstrados começara a curar-se.
Desconfiada, toda a comunidade, que não conhecia o grau de enfermidade do homem, não acreditava naquela conduta que parecia afundar ainda mais o homem em seus males.
- O que é isso? (Falou um desconhecedor) Desta maneira? Que loucura? Isso só irá fazer esse coração se partir, putreficar e ir embora para sempre!
O anjo que propusera a cura, certo da resposta que a sua terapia iria repercutir no homem, fecha os ouvidos para todos que sabem em parte e somente enxerga a luz que sabe ainda pruduzir aquele coração ferido.
- Recebe isto como sinal do meu amor, do Amor do Pai e da minha felicidade. Disse o anjo sorrindo e acariciando o peito sofrido do homem.
- Obrigado! A dor passou! O dia começa a despontar... É preciso... É preciso... Retrucou o homem com um sorriso no canto da boca.
- Meu amor por ti é INCONDICIONAL, pois não foi criado por mim, mas sim por aquele que tudo cria... Disse o anjo ternamente.
- Meu coração bate! Fui acertado por sua flecha! Não pensava em sentir isso... Obrigado meu lindo anjo, por fazer das cinzas de meu coração uma nova fênix que renasce para a aurora do que deve ser feito. Suspirou o homem.
O anjo apenas orou pelo homem e sorriu.
Por Léo Fernandes.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O campo de Trigo
O dia amanheceu claro e límpido, ainda era possível ver resquícios da noite que terminara nas últimas estrelas que se despediam da lua que insistia em cumprimentar o Sol antes de partir. O que àquela época do ano era normal não parecia normal. O Sol parece mais brilhante, o céu mais azul... O dia perfeito! Se acreditasse em destino, diria que este dia mudaria o curso de sua vida, podia pressenti-lo no ar, no balanço dos ramos dos trigais que cobriam toda uma extensão de terra até onde a vista alcançava.
Antes de começar a travessia tinha que se encher de coragem e de certeza do que estava prestes a fazer, pois em seu intimo sabia que este poderia ser um caminho sem volta. Porém, nada havia que pudesse ser um sinal, estava só e teria que tomar, sozinho, a decisão de seguir ou não o caminho a sua frente.
Pensou na sua vida e em tudo o que construíra, e quanto mais refletia, mais percebia que tudo o que havia vivido nada mais era que um amontoado de coisas sem sentido, sem razão... Percebeu que durante toda a sua existência a única coisa que realmente havia ocupado sua razão e sentimentos era o que agora estava prestes a realizar. Por que durante todo o tempo apenas isso fazia sentido? Porque aquele campo de trigo tanto o fascinava? Porque sentira sempre essa vontade irresistível de saber o que havia do outro lado?
Nunca revelara a outros seu desejo, pois o teriam como tolo, já que todos se comportavam como se os trigais não existissem, ninguém o semeava, ninguém o colhia, apenas estava ali impassível e fascinante... Muitas vezes se sentia como os grãos de trigo não colhidos, inexistente para o mundo que o rodeava.
(continua...)
Antes de começar a travessia tinha que se encher de coragem e de certeza do que estava prestes a fazer, pois em seu intimo sabia que este poderia ser um caminho sem volta. Porém, nada havia que pudesse ser um sinal, estava só e teria que tomar, sozinho, a decisão de seguir ou não o caminho a sua frente.
Pensou na sua vida e em tudo o que construíra, e quanto mais refletia, mais percebia que tudo o que havia vivido nada mais era que um amontoado de coisas sem sentido, sem razão... Percebeu que durante toda a sua existência a única coisa que realmente havia ocupado sua razão e sentimentos era o que agora estava prestes a realizar. Por que durante todo o tempo apenas isso fazia sentido? Porque aquele campo de trigo tanto o fascinava? Porque sentira sempre essa vontade irresistível de saber o que havia do outro lado?
Nunca revelara a outros seu desejo, pois o teriam como tolo, já que todos se comportavam como se os trigais não existissem, ninguém o semeava, ninguém o colhia, apenas estava ali impassível e fascinante... Muitas vezes se sentia como os grãos de trigo não colhidos, inexistente para o mundo que o rodeava.
(continua...)
Da ordem ao caos
No início havia ordem, paz, simples e quase palpável. Tudo fluía num ritmo próprio... Como as marés que vem e vão renovando as águas tranqüilas de um mar calmo e límpido.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...
No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.
Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...
Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.
De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.
No início, como deveria ser, cada novo dia parecia um milagre, uma explosão de cores, sensações, aromas e sabores, estado inebriante da alma pura e fresca como a brisa da primavera que sopra embalando os ramos das árvores numa dança bela e hipnotizante distraindo a atenção das nuvens primeiro claras e leves como o algodão, depois um como uma leve sombra de chuva até chegarem a carregadas tempestades...
No início bastava fechar os olhos e a tempestade ia embora e o céu novamente tornava-se límpido e claro, estrelado como belas noites quentes de verão... Podia-se deitar e admirar as estrelas, as nebulosas, os cometas... Os risos eram constantes, os olhares profundos e significativos, as palavras eram de carinho, amor e dedicação eternos. O permanecer era mais intenso e constante que o ficar. Mas a calma e a tranqüilidade nos fez distrair e não cuidar do que já parecia cuidado por si só.
Os ventos começaram a soprar mais fortes fazendo rugas nas ondas no mar antes tranqüilo e acolhedor. As árvores balançando com mais força e vigor derramava seus frutos pelo chão, insistentes esses frutos buscavam um lugar onde pudessem florir e continuar a perpetuação da espécie, mas sem cuidado, sem água e luz e calor o fruto perece...
Os dias começaram a ficar mais longos e o sol cada vez menos tempo brilhava no céu, agora com mais nuvens a cada dia. As tempestades tornaram-se constantes e cada vez maiores assim como as ondas do mar agora revolto. Não havia mais céu estrelado, nem nuvens de algodão, nem cometas passando... Apenas uma grande e infinita noite escura sem estrelas.
De toda a ordem existente fez-se o caos! Um emaranhado sem fim de nuvens escuras, tempestades, raios e trovões tomando conta de tudo e arrastando tudo à sua frente, sem piedade, sem clemência... O ar falta, a respiração cada vez mais dificultada... Palavras surdas, olhares distantes, almas atormentadas pelas tempestades sem fim. Uma sombra que cresce ofuscando a percepção da verdade, da fé, da ordem... O início do fim.
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